Há poucos dias depois de jantar com o meu namorado (finalmente tivemos uma noite com algum tempo para nós próprios) e acabámos por decidir por ir ao cinema porque já há algum tempo que não o fazíamos. Depois de desembarcar (sim usamos metro já que eu nem carta tenho e ele não tem carro lol) num El Corte Ingles algo caótico, mesmo às 22:00, ficamos siderados pela falta de opções. Ao fim de alguns momentos de indecisão lá acabámos por acordar que ou íamos ver o “Lua Nova” ou o “Sherlock Holmes”. Houve alguma hesitação mas lá se fez a agonizante escolha
Lá fomos ver o Sherlock Holmes, o blockbuster natalício, e fiquei com uma impressão mista acerca do filme. Não que seja aborrecido ou mal feito! Longe disso, vê-se bastante bem apesar das duas horas de duração e tem momentos de bastante engraçados – o filme brilha apenas nos diálogos entre Holmes e Watson em que se vê um repartee divertido entre as duas personagens. Gostei também do esquema visual do filme, do uso das cores e sombras para dar um ar mais sombrio e criar uma atmosfera mais gótica. A parte mais fraca é a dependência quase total em sequências de acção. Não que um filme seja mau apenas porque é de acção mas para ser bom (pelo menos para mim) também precisa de momentos mais cerebrais e isso esteve um pouco ausente.
A história não é original sendo que anda à volta das lojas maçónicas da era vitoriana e das suas actividades sobrenaturais que são utilizadas para fins maléficos por um vilão mais ou menos credível – para quem conhecer alguma coisa do período e da cultura ocultista de Londres as referências são óbvias; o Templo das Quatro Ordens do filme é a Golden Dawn e BlackWood é Aleister Crowley, a Besta. Depois de alguns malabarismos físicos e de enredo lá temos direito a um final mais racionalista e a promessa de uma sequela. O Filme ficou a perder por querer já lançar uma série e por acabar por dar uma explicação mais trivial a um enredo que demorou duas horas a desenrolar. Apesar de tudo foi um filme agradável e que provavelmente até se revê em DVD com algum gosto, cá no meu sistema de avaliação leva 3.5 estrelas

Cá por mim, sou conservador e prefiro o Sherlock Holmes mais mental do que corporal… qualquer dia, até a história do Capuchinho Vermelho vira filme de acção.
PS: mas o Jude Law continua a ser uma boa aposta…
enGine,
lol
Também sou mais fã do personagem original que é um investigador e não um perito de artes marciais mas o comercialismo fala mais alto e lá temos que engolir umas deturpações à história.
O Jude Law tem andado desaparecido dos filmes decentes, pode ser que este seja o primeiro do regresso dele
ps: ainda com a conversa do capuchinho vermelho… não consigo deixar de imaginar o lobo e o caçador num combate à la Matrix lol
Há algum tempo que não ia ao cinema, mas na semana passada decidi fazê-lo para fugir a uma tarde aborrecida, i.e., cinzentona, fria e chuvosa. Dado o leque de opções, decidi-me precisamente por este filme. A apreciação que fez da película acho-a fantástica. Infelizmente, eu passei uma boa parte do filme bastante irritado com a parceira do lado, que me calhou na sorte. E porquê? Acompanhou uma grande parte do filme, com uma sua música de fundo: a triturar pipocas! Confesso que nunca tinha visto semelhante trituradora humana…
Obrigado pela apreciação do post Ovelha!
Eu neste momento já vi pessoas a entrar com todo o tipo de alimentos para o cinema: pipocas, bebidas de 1L, cachorros, doces, etc – acho que estamos a um passo de criar um serviço de mesas no cinema com tudo à la carte (e com pelo menos 75% de preço acrescido pela localização).
Confesso que o que me irrita nas idas ao cinema são outras coisas:
- Alguns espécimes que usam a cadeira à frente para por os pés (onde raios é que esta gente cresceu? pés no chão costuma ser algo bastante básico e de senso comum).
- Gritinhos histéricos a meio do filme de pessoas que vão em grupo (a sério que não estão a ver um DVD! As outras Pessoas conseguem ouvir-vos!!).